Autora: Anna Machiavelli

Ela disse que ia trazer seus próprios brinquedos, que eu não precisaria levar nada. Marcamos de nos encontrar em um local público, no centro da cidade, no ponto de ônibus, em frente à igreja. Curioso.
Ela demorou e como demorou. Eu me contorcia de ansiedade. Ela chegou e para o meu espanto não trazia nada nas mãos, não carregava nenhuma bolsa. Eu fiquei me perguntando em silêncio se ela teria desistido.
Ela vestia uma calça preta muita justa, botas de salto alto, espartilho com fitas vermelhas, um laço no pescoço e tinha os longos cabelos negros trançados em fitas rubras e negras. Eu a olhei petrificado e aflito. Ela me olhou seco e fez um sinal para que a seguisse. Eu a segui perplexo.
Ela andou até um motel ali perto, eu a segui submisso. Ela entrou no quarto, analisou-me por alguns instantes o sinal para que eu me despisse. Eu obedeci.
Era um quarto temático, imitava porcamente uma dungeon, ele tinha um carpete vermelho puta, algumas carrancas e um X na parede. Ela fez um sinal para eu caminhasse até o X, eu obedecia desgostoso, afinal ela tinha me prometido levar os acessórios.
É obvio que ela notou meu descontentamento, e eu senti minha face ser golpeada mais do que merecidamente. Ela não repetiu o sinal, apenas me lançou aquele olhar severo, e eu fui para o X.
Ela levou as mãos aos cabelos e começou a desfazer as tranças, soltando as fitas que o prendiam, seus belos cabelos negros agora caiam soltos pelas costas e lhe tocavam gentilmente as nádegas. Eu só notei que as cordinhas do cabelo eram bem mais resistentes do que eu tinha julgado quando ela começou a me prender com elas. Senti a pressão das cordas contra o meu corpo. Ela me amarrava com firmeza e precisão.
Eu entendi que como ela tinha levado as cordas, mas não resisti em perguntar. Quebrei o silêncio, aquela deveria ser minha primeira sessão de spank.
- Mas e o chicote?
Outro golpe bem aplicado. E mais uma vez merecido.
Ela levou a mão a cintura, soltou o cinto que estava preso na calça. Eu não o tinha notado até agora. Ela o dobrou e segurou as pontas nas duas mãos, e num movimento preciso o fez soltar um estalo ameaçador. Eu me encolhi. Ela me lançou um sorriso sádico.





